O pai toma seu filho pela mão
Caminhavam pela praia lotada
Em meio a tudo, ele pára
Olha nos olhos seu filho
...
O tempo correu, correu muito
Parecia ontem que cantava
"O filho que eu quero ter"
E chorava na janela da condução
...
Estava lá, parado e olhando
Repleto de encanto e magnamidade
Depois servil e plácido
Espelhando candura no olhar
...
O tempo não é esconderijo
Mas é bem a nossa morada
Olhando seu filho, sentiu
Todos seus passos na estrada
...
Dissera, não largarei nunca
A tua mão que é frágil
Mesmo quando o tempo
Te fingir que ela é segura
...
Não sei o que faça, nem o que diga
Tenho em meus braços
Uma pequena onda de mim
Quebrada nas praias sem fim
..
Tenho em meus braços
Meu menino camarada
Aquele que na jornada
Verdejará por mim.
terça-feira, 19 de maio de 2009
quinta-feira, 14 de maio de 2009
À fina força
Quarto meio escuro, mas sem alarde. O escuro deixa meus sentidos mais atentos.
Tenho pensado sobre o que me constitui, de que material sou feito, qual sua durabilidade, qual seu nível de elasticidade. Pressionado, resiste quanto tempo, e quando curvado em excesso, dilacera assim, fácil fácil ou permanece?
Sujeito a altíssimas temperaturas resiste mais que um soldado de chumbo?Aliás, é de leveza que me constituo, etéro e solto no ar ou fixo como mesinha de telefone no chão?
...um quilo de pena ou de chumbo, não interessa, sempre um quilo.
Ah, sei algo de fato sobre o material que me constitui. Procura adaptar-se,mais que isso, procura.
Mas nisso entra então numa boa enrascada. Dia desses eu andei com passos desatentos, só andei e me veio
"O que não se obtém a grosso modo, é porque virá à fina força"
Isso veio. Isso veio depois que assisti a uma palestra da biógrafa do Cartola que conviceu com ele durante anos. Ela falava, eu me arrepiava, lagrima contida, no canto.
Sai de lá, entrei na Carioca, peguei minha condução e sentei a pensar...a sentir... e me veio
"O que não se obtém a grosso modo, é porque virá à fina força"
E chega de demanda, malandro, pretender a vida é melhor que sonhá-la.
Deise, feito o "Barão nas árvores" (Italo Calvino) eu subí numa árvore, fiquei lá, mas descí, só descí.
Just a Monkey Man.
Tenho pensado sobre o que me constitui, de que material sou feito, qual sua durabilidade, qual seu nível de elasticidade. Pressionado, resiste quanto tempo, e quando curvado em excesso, dilacera assim, fácil fácil ou permanece?
Sujeito a altíssimas temperaturas resiste mais que um soldado de chumbo?Aliás, é de leveza que me constituo, etéro e solto no ar ou fixo como mesinha de telefone no chão?
...um quilo de pena ou de chumbo, não interessa, sempre um quilo.
Ah, sei algo de fato sobre o material que me constitui. Procura adaptar-se,mais que isso, procura.
Mas nisso entra então numa boa enrascada. Dia desses eu andei com passos desatentos, só andei e me veio
"O que não se obtém a grosso modo, é porque virá à fina força"
Isso veio. Isso veio depois que assisti a uma palestra da biógrafa do Cartola que conviceu com ele durante anos. Ela falava, eu me arrepiava, lagrima contida, no canto.
Sai de lá, entrei na Carioca, peguei minha condução e sentei a pensar...a sentir... e me veio
"O que não se obtém a grosso modo, é porque virá à fina força"
E chega de demanda, malandro, pretender a vida é melhor que sonhá-la.
Deise, feito o "Barão nas árvores" (Italo Calvino) eu subí numa árvore, fiquei lá, mas descí, só descí.
Just a Monkey Man.
sábado, 2 de maio de 2009
'só os meus vícios que eu gosto de guardar'
'you´re my inspiration, please, remember me'
Beatles
Queria gastar os dias com inspiração pra que eles nunca se desgastem. Sei que assim falando parece que pretendo realizar um sonho, é bem isso. Mas entenda, inspiração não como divino, sagrado ou por aí.
Inspiração como voltar o olhar pro outro e deixar o outro retribuir o olhar. Há nesse movimento algo completamente incompreensível, um gesto de amor. De início já é bastante incomum nos permitirmos esse movimento, pois gesticular pras coisas apenas é desprezar o gesto das coisas pra nós, e quando eu, você, qualquer se permite esse instante-polaróide, eis, é inspiração.Sabemos, que no fundo, não estamos sozinhos, sabemos que há algo que 'existe', e que talvez nunca será explicado, deturpado, retorcido e da qual muitos duvidam que exista até.
Há também quem se proste esperando o gesto das coisas, o olhar do outro e não gesticula,nem age. Qua falta de inspiração! Sentar na beira do mar,achar lindo a onda lambendo a ponta dos seus pés, e o mergulho que era pra ser no mar, acaba sendo em si mesmo, encimesmado.
Inspire fundo, Martha, my dear, I say it just to reach you.
E agora, Monkey Man, vamos no esquema 'café pra acordar'...
saudações universais.
Beatles
Queria gastar os dias com inspiração pra que eles nunca se desgastem. Sei que assim falando parece que pretendo realizar um sonho, é bem isso. Mas entenda, inspiração não como divino, sagrado ou por aí.
Inspiração como voltar o olhar pro outro e deixar o outro retribuir o olhar. Há nesse movimento algo completamente incompreensível, um gesto de amor. De início já é bastante incomum nos permitirmos esse movimento, pois gesticular pras coisas apenas é desprezar o gesto das coisas pra nós, e quando eu, você, qualquer se permite esse instante-polaróide, eis, é inspiração.Sabemos, que no fundo, não estamos sozinhos, sabemos que há algo que 'existe', e que talvez nunca será explicado, deturpado, retorcido e da qual muitos duvidam que exista até.
Há também quem se proste esperando o gesto das coisas, o olhar do outro e não gesticula,nem age. Qua falta de inspiração! Sentar na beira do mar,achar lindo a onda lambendo a ponta dos seus pés, e o mergulho que era pra ser no mar, acaba sendo em si mesmo, encimesmado.
Inspire fundo, Martha, my dear, I say it just to reach you.
E agora, Monkey Man, vamos no esquema 'café pra acordar'...
saudações universais.
domingo, 26 de abril de 2009
é esse clima malandro...
errado assim...
de todo jeito assim...
parafrasendo Lobão: "Vivendo mil anos a cem ou cem anos a mil?"
Ainda não sei, mas chama a Valerie que ela sabe....
Aliás, ouço essa música agora.
....
Me sinto encostadaoo ombro de alguém...
Lembro até de ter elogiado seu cabelo...cateia-a no ar...melhor dizer que ela me catou no ar. Catou? Demais, filho.rs
....
Mil canções começando surgindo, mas falta um tempo a sós...surgirá.
Descobri... musicar me faz processar mió as coisasa
...
Entristecei por conta dmas coisas ai , alegrias adiadas..
Mas, um verdadeiro Monkey Man num morre à toa.
Para a vida não há prazo.
saudações universais.
errado assim...
de todo jeito assim...
parafrasendo Lobão: "Vivendo mil anos a cem ou cem anos a mil?"
Ainda não sei, mas chama a Valerie que ela sabe....
Aliás, ouço essa música agora.
....
Me sinto encostadaoo ombro de alguém...
Lembro até de ter elogiado seu cabelo...cateia-a no ar...melhor dizer que ela me catou no ar. Catou? Demais, filho.rs
....
Mil canções começando surgindo, mas falta um tempo a sós...surgirá.
Descobri... musicar me faz processar mió as coisasa
...
Entristecei por conta dmas coisas ai , alegrias adiadas..
Mas, um verdadeiro Monkey Man num morre à toa.
Para a vida não há prazo.
saudações universais.
sábado, 18 de abril de 2009
Saberia dizer com muita propriedade do que falta, do que não está, daquilo que se mostra ausente, justo pelo fato desse ausente se mostrar como recoberto por uma aura, aquilo que foi, e que, se foi bom, não pode ser mudado. Isso nos enche de respeito pelos nossos próprios sentimentos.
Saberia discernir com muito juízo e clareza sobre os meus sentimentos. Mas não custa lembrar, falar sobre uma coisa é falar por cima dela, do lado dela, embaixo dela, falar como se fosse algo externo."Oi, sentimento, tudo bom?". Falar sobre algo nunca é falar desde esse 'algo', como se de dentro dele nós deixássemos sair uma fala, a mais sincera, pois não estávamos falando sobre algo, mas de dentro de algo.
Te disseram que ia ser fácil ,ou pior, você estava se preparando todo pra algo indescritível, algo que não dá pra prever?
Seja bem-vindo.
Mas trago algo em mente, uma frase que me diz muito no seu perfeito silêncio e na dose de 'fé' necessária pra proferí-la...."E eu continuo acreditando que no final tudo vai dar certo"
Vai, porque um dia olharemos pra tudo isso e tudo isso será passado, recoberto pela mesma aura que sempre reveste aquilo que passou. O que dá pra mudar é o presente, é dentro dele que não podemos nos perder, afastar-nos de quem amamos, impossibilitar os acontecimentos. O passado é uma ficção perfeita, o presente a grande sacada.
beijasso.
Saberia discernir com muito juízo e clareza sobre os meus sentimentos. Mas não custa lembrar, falar sobre uma coisa é falar por cima dela, do lado dela, embaixo dela, falar como se fosse algo externo."Oi, sentimento, tudo bom?". Falar sobre algo nunca é falar desde esse 'algo', como se de dentro dele nós deixássemos sair uma fala, a mais sincera, pois não estávamos falando sobre algo, mas de dentro de algo.
Te disseram que ia ser fácil ,ou pior, você estava se preparando todo pra algo indescritível, algo que não dá pra prever?
Seja bem-vindo.
Mas trago algo em mente, uma frase que me diz muito no seu perfeito silêncio e na dose de 'fé' necessária pra proferí-la...."E eu continuo acreditando que no final tudo vai dar certo"
Vai, porque um dia olharemos pra tudo isso e tudo isso será passado, recoberto pela mesma aura que sempre reveste aquilo que passou. O que dá pra mudar é o presente, é dentro dele que não podemos nos perder, afastar-nos de quem amamos, impossibilitar os acontecimentos. O passado é uma ficção perfeita, o presente a grande sacada.
beijasso.
domingo, 12 de abril de 2009
é dia.
não há o que temer.
o olhar é pra frente, pra frente, velha amiga.
o que ficou pra trás, com todo o bem e com todo o mal, acabou.
alguma mão insidiosa e cheia de poder abafou tudo
e não faz bem derramar lágrima alguma.
não há o que temer.
ponha no som aquela canção que te acaricia
mas que não te transporta para o passado
deixe disso que o ontem não existe mais.
façamos como o ônibus que atravessa o Rebouças
entre o claro do início e o do fim há um escuro no meio
mas ele simplesmente atravessa o túnel, e nós, seus gentis passageiros
agradecemos cheios de alívio.
o corte está feito e você deve saber isso
e até dia desses ainda procurava pela faca
mas agora, nesse exato momento abdico dessa busca
em miúdos, quero o corte e nada mais.
antes éramos uma mistura indiscernível
com todo o bem e com todo o mal
como os pontinhos de luzes na favela
misturados com a luz das estrelas do céu
indiscerníveis, à noite, mas de dia...
eis que chega o dia aqui
é dia, vou cantar
é dia, o sol brilha
é dia.
é esse clima, malandro....o negócio é sério, mas a gente vai brincando.
saudações.
o olhar é pra frente, pra frente, velha amiga.
o que ficou pra trás, com todo o bem e com todo o mal, acabou.
alguma mão insidiosa e cheia de poder abafou tudo
e não faz bem derramar lágrima alguma.
não há o que temer.
ponha no som aquela canção que te acaricia
mas que não te transporta para o passado
deixe disso que o ontem não existe mais.
façamos como o ônibus que atravessa o Rebouças
entre o claro do início e o do fim há um escuro no meio
mas ele simplesmente atravessa o túnel, e nós, seus gentis passageiros
agradecemos cheios de alívio.
o corte está feito e você deve saber isso
e até dia desses ainda procurava pela faca
mas agora, nesse exato momento abdico dessa busca
em miúdos, quero o corte e nada mais.
antes éramos uma mistura indiscernível
com todo o bem e com todo o mal
como os pontinhos de luzes na favela
misturados com a luz das estrelas do céu
indiscerníveis, à noite, mas de dia...
eis que chega o dia aqui
é dia, vou cantar
é dia, o sol brilha
é dia.
é esse clima, malandro....o negócio é sério, mas a gente vai brincando.
saudações.
sábado, 4 de abril de 2009
Ao meu lado direito: uma garrafa de café
No som: Cachorro Grande
Ao meu lado esquerdo: um celular e dois controles remotos.
Nas costas: o passado, cheio de tin-tins por tin-tins.
Na frente: uma tela em branco
No pensamento: a vontade de um tapete voador.
Não parece muito, nem ter muita importância
Mas a vida acontece assim,
E digo a mim mesmo:
Cuidado com as belezes e feiúras do mundo
Elas sempre nos rondam
Saudações universais aos espíritos inquietos!
No som: Cachorro Grande
Ao meu lado esquerdo: um celular e dois controles remotos.
Nas costas: o passado, cheio de tin-tins por tin-tins.
Na frente: uma tela em branco
No pensamento: a vontade de um tapete voador.
Não parece muito, nem ter muita importância
Mas a vida acontece assim,
E digo a mim mesmo:
Cuidado com as belezes e feiúras do mundo
Elas sempre nos rondam
Saudações universais aos espíritos inquietos!
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