terça-feira, 30 de outubro de 2012

ando pensando na infinidade de coisas que preciso fazer por mim mesmo e na incalculável descoragem em que me encontro para resolvê-las.

sinto um desânimo fundamental.

deixa a casca romper.

sábado, 15 de setembro de 2012

a rotina faz a gente esquecer. isso é fato.

mas, sabe quando você é invadido pelo cheiro da sua casa, do seu canto de trabalho. pode ser a mistura do cheiro de café com o perfume das pessoas, inclusive o seu, ou o cheiro dos livros com o ar ambiente e o poliflor da mesa lustrada, e, de repente, as coisas parecem as mesmas coisas de sempre, só que mais interessantes, pois, por um momento, parece que não são suas, mas são.

absolutamente nada mudou, mas tudo adquire uma outra feição.

sexta-feira, 17 de agosto de 2012

me reservo o direito de pisar com um pé dentro e um fora.




terça-feira, 7 de agosto de 2012

-meu bem, o problema não sou eu, é você mesmo.
ontem tive uma discussão acalorada, e boa, com uma amiga sobre esse hábito dos artistas (músicos, na verdade) atenderem ao seu público após o espetáculo, recebendo-o em seu camarim.

minha amiga defende a posição de que seria falta de respeito do artista com o seu público, que isso soa como arrogância e falta de trato com o mesmo.

eu concordei em parte com ela. mas discordo, e sustento ainda minha discordância, que o artista não deve se sentir obrigado a nada. se ele estiver confortável nessa posição, beleuza. se não, não faça.

a discussão esquentou por conta de nossas posições sobre essa relação do artista com seu público fora dos palcos. eu sustento que é um fetiche essa coisa de falar com o artista e que ele deve ter a liberdade de, de repente, não ter o hábito de receber pessoas no camarim. pra mim seria desrespeito se ele subisse ao palco e não desse um pingo de  sua alma ali. mas fora do palco, ao artista, ao músico, não pode ser negado o direito de ser apenas mais um, o direito de não se sentir à vontade de receber uma pessoa no camarim. não vejo desrespeito nisso.

entendo que é legal pra caramba falar com o cara que você admira, sentir o 'feeling' dele após a apresentação, mas discordo a ela quanto à coisa de ser desrespeito não receber o público no camarim.

enfim, a questão é controversa. mas eu não curto ir falar com o artista no camarim. pra mim soa artificial e muitas vezes eu vou tomar uma atitude do artista naquele dia como sendo ele. 'fulano é assim...'. já não curto fazer isso nem com uma pessoa do meu lado, que dirá com um artista que admiro.

eu toparia sentar, tomar um café, tocar uma viola junto, caminhar e conversar, se não posso fazer isso, fico só com o som e sonhos.

soa distante e vazio?
pode ser, mas antes isso que proximo e artificial.

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

o movimento pode ser simples
mas o efeito tem que ser magistral.

segunda-feira, 30 de julho de 2012

a coisa mais besta que tem é a gente achar, botar fé calculada em cima das coisas.