aniversário.
um dia comum. normal.
os pedestres que tiverem de ser atropelados, bem, serão. os sinais que te fazem lembrar de alguém poderão aparecer. você terá uma rotina pra cumprir, um caminho a perfazer.
não é uma queixa, mais pra uma ponderação.
sabemos da bobagem que essas datas fazem conosco, criam a necessidade de nos sentirmos especiais nesta data querida, uma vez que somos meros mortais dispersos entre sinais de wi-fi, fuligem e outros seres igualmente mortais.
todos lembram de você nas redes sociais, é uma gentileza, sério. há pessoas que nunca vi pessoalmente, mas que mantém a política de dar parabéns pelo face. justo. justíssimo. amigos distantes, no tempo e no espaço, dão aquele parabéns bacana de sempre. justo.
não me sinto especial no dia do meu aniversário. sei que é um dia absolutamente normal, que ninguém entrará por essa porta com um bolo, uma coca e um parabéns. nada disso acontecerá. os pedestres, inclusive, continuam sendo atropelados. ciclistas também.
daqui a pouco vou pro judô, lá direi, assim como quem não quer nada, que é meu aniversário, ouvirei parabéns, etc.
nada acontece no dia do meu aniversário. as pessoas relatam casos de surpresas, encontro inesperados, fatos coincidentes, até gentilezas na fila do caixa no dia de seus aniversários. no meu aniversário, eu costumo ficar muito pianinho...vai que descobrem as poucas felicidades que tenho...vai que, descobrindo a fragilidade em que essas datas nos deixam, acabam rastreando um ponto fraco e tirando sarro...
nada disso precisa acontecer também. até as expectativas frustradas do seu aniversário podem ser frustrantes. no fundo, no fundo, não sou o maior dos simpatizantes com datas. simples, pelo simples fato de que elas prometem uma recompensa que nunca compensa o dano que a tensão causa.
me sinto assim uma espécie de vladimir ou até estragon, inertes, esperando algo acontecer, alguém vir, até vem, mas não vem na hora boa, naquela crescente interna. frustração.
vladimir e estragon ficaram lá esperando godot, que nunca foi, mas mandou um menino de recados.
não faça o mesmo, diria a você.
segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014
quinta-feira, 29 de agosto de 2013
sempre achei o ônibus uma espécie de metáfora ordinária do universo humano.
todos fechadinhos, mas ao mesmo tempo, próximos uns dos outros.
todos sendo direcionados por uma mesma força, mas saltando em posições diferentes, às vezes iguais.
de onde você pode olhar o mundo, passar por ele e de onde todo mundo pode te ver passando pela vida.
todos fechadinhos, mas ao mesmo tempo, próximos uns dos outros.
todos sendo direcionados por uma mesma força, mas saltando em posições diferentes, às vezes iguais.
de onde você pode olhar o mundo, passar por ele e de onde todo mundo pode te ver passando pela vida.
terça-feira, 6 de agosto de 2013
é dificil esse caminho ai, vai.
me pego a radicalizar as questões quando sinto que o diálogo falhou e só há amontoado de informações, sentimentos negativos despertados e acumulados, tralha que não opera mais nenhum encontro.
dai pra frente é um caminho verticalmente fadado ao fracasso.
radicalizo e me permita fazê-lo.
você não pode pisar, não interessa onde, mas não pode, e simplesmente achar que não há um retorno.
há.
a questão não é mais, e nunca foi, se ou quem está certo/errado, mas a capacidade de magoar transformada em ato, de forma judiosa, ignorando o que está ao redor.
se você ativa esse estratagema, bem, você pôs em atividade todo um sistema que funciona independentemente de sua vontade a partir de agora.
agora é aguentar (ou não, sabia...) o retorno. porque tudo retorna.
nem certo, nem errado. bônus e ônus.
e isso sem que você note.
quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013
funciona assim.
você se decepciona com todo o mundo.
dai pra diante só é possivel acreditar na filha-da-putice de um ou naquela única pessoa que é diferente de todos as demais.
ambas vão te ferir.
eu vou ser legal, atencioso, gentil e me importarei nesse momento dificil.
mas, jamais, jamais serei uma opção. precisamos de alguém que nos trinque por dentro.
e quando finalmente for eu, dai alguma sutileza, daquelas que transforma o olho em olhar, terá se quebrado. eu não ligarei mais pra você e o tempo terá passado, como o tempo das mangas, dos cajús passam.
você se decepciona com todo o mundo.
dai pra diante só é possivel acreditar na filha-da-putice de um ou naquela única pessoa que é diferente de todos as demais.
ambas vão te ferir.
eu vou ser legal, atencioso, gentil e me importarei nesse momento dificil.
mas, jamais, jamais serei uma opção. precisamos de alguém que nos trinque por dentro.
e quando finalmente for eu, dai alguma sutileza, daquelas que transforma o olho em olhar, terá se quebrado. eu não ligarei mais pra você e o tempo terá passado, como o tempo das mangas, dos cajús passam.
terça-feira, 5 de fevereiro de 2013
não gosto que me perguntem como estou e prefiro amigos silenciosos, daqueles que preferem a vida que existe em mim do que aquilo que de mim existe na vida.
falo por silêncios, e tenho pavor de ter que falar muito para dizer bem pouco só. prezo muito a distância, aquela que me faz aproximar, aquela que nos aproxima.
esqueça seu guarda-chuva e venha correr comigo.
falo por silêncios, e tenho pavor de ter que falar muito para dizer bem pouco só. prezo muito a distância, aquela que me faz aproximar, aquela que nos aproxima.
esqueça seu guarda-chuva e venha correr comigo.
quarta-feira, 23 de janeiro de 2013
domingo, 20 de janeiro de 2013
me movimento por projetos. fitar um ovo não teria sentido se não fosse parte de um processo maior, fritá-lo então...
agora, quase aos trinta, me considero um daqueles seres letárgicos, que só acordam, movimentam, diante de uma situação realmente impactante e necessária, e de um bote só resolvem a parada.
passo muito tempo gestando um projeto e gasto as energias pra botá-lo em prática. isso me gera uma certa dificuldade de assimilar, não de enxergar, certas movimentações ao meu redor, pois estou eu lá,
tomado pelo meu projeto, olhos vidrados na gota que cai, esperando que ela se torne, um dia, estalactite.
um projeto não precisa durar, precisa começar, acontecer e dar tchau, e, mais ainda, um projeto está ancorado na ideia de que uma série de processos irão desaguar numa consequência maior, inesperada, mesmo que calculada. o projeto finda, os espólios de guerra, não.
passo tempos gestando, alimentando certas ideias, pareço não estar ligando, não ter sido afetado pelo expediente das necessidades mais comezinhas da vida, mas estou gestando.
depois disso, invisto cada centavo de energia em um projeto. por isso prefiro caminhar sozinho, quem se aproxima acaba não entendendo, me cansa explicar o quanto me frustra não vê-lo dar certo.
um projeto pode levar às vezes um dia pra ser concretizado, mas uns bons 365 dias ou graus pra ser visualizado, criado, diria. nada nasce ao acaso, mas do acaso. um projeto não pode se fechar em metas, procedimentos, um plano exige o entendimento de que algum passo precisa ser dado. é um avanço.
um projeto funciona como um raio-x das coisas. revela fios invisíveis, possibilidades de agir, mas revela um mundo que acontece à minha revelia. não há controle.
'quem me vê sempre parado, distante, garante que eu não sei sambar, tô me guardando pra quando o carnaval chegar' (chico buarque)
agora, quase aos trinta, me considero um daqueles seres letárgicos, que só acordam, movimentam, diante de uma situação realmente impactante e necessária, e de um bote só resolvem a parada.
passo muito tempo gestando um projeto e gasto as energias pra botá-lo em prática. isso me gera uma certa dificuldade de assimilar, não de enxergar, certas movimentações ao meu redor, pois estou eu lá,
tomado pelo meu projeto, olhos vidrados na gota que cai, esperando que ela se torne, um dia, estalactite.
um projeto não precisa durar, precisa começar, acontecer e dar tchau, e, mais ainda, um projeto está ancorado na ideia de que uma série de processos irão desaguar numa consequência maior, inesperada, mesmo que calculada. o projeto finda, os espólios de guerra, não.
passo tempos gestando, alimentando certas ideias, pareço não estar ligando, não ter sido afetado pelo expediente das necessidades mais comezinhas da vida, mas estou gestando.
depois disso, invisto cada centavo de energia em um projeto. por isso prefiro caminhar sozinho, quem se aproxima acaba não entendendo, me cansa explicar o quanto me frustra não vê-lo dar certo.
um projeto pode levar às vezes um dia pra ser concretizado, mas uns bons 365 dias ou graus pra ser visualizado, criado, diria. nada nasce ao acaso, mas do acaso. um projeto não pode se fechar em metas, procedimentos, um plano exige o entendimento de que algum passo precisa ser dado. é um avanço.
um projeto funciona como um raio-x das coisas. revela fios invisíveis, possibilidades de agir, mas revela um mundo que acontece à minha revelia. não há controle.
'quem me vê sempre parado, distante, garante que eu não sei sambar, tô me guardando pra quando o carnaval chegar' (chico buarque)
sexta-feira, 18 de janeiro de 2013
segunda-feira, 14 de janeiro de 2013
sexta-feira, 7 de dezembro de 2012
vez por outra acendemos certos fogos,
aposentamos velhos deuses e elegemos
novos que ocupem o espaço da escrivaninha;
para sentar conosco na cadeira da varanda;
entoar outro hino nem bem forjado
e encontrar auxilio que nao pese.
fogo que precisa ser aceso todo o dia;
brasa que precisa ser revirada agora
senao morre, e morrendo,
vira cinza na quarta-feira.
vez por outra renascem velhos fogos,
e reabilitamos os mais antigos deuses
para retomarem seus postos no sofa;
recolocarem suas maos em nosso peito;
sentirem nosso pulso indecifravel
e destronarem os mais novos deuses.
e tudo isso sem do nem piedade.
aposentamos velhos deuses e elegemos
novos que ocupem o espaço da escrivaninha;
para sentar conosco na cadeira da varanda;
entoar outro hino nem bem forjado
e encontrar auxilio que nao pese.
fogo que precisa ser aceso todo o dia;
brasa que precisa ser revirada agora
senao morre, e morrendo,
vira cinza na quarta-feira.
vez por outra renascem velhos fogos,
e reabilitamos os mais antigos deuses
para retomarem seus postos no sofa;
recolocarem suas maos em nosso peito;
sentirem nosso pulso indecifravel
e destronarem os mais novos deuses.
e tudo isso sem do nem piedade.
quinta-feira, 22 de novembro de 2012
segunda-feira, 19 de novembro de 2012
não sei o que vim procurar em são paulo. não sei por qual motivo vim até aqui.
mas o que quer que eu tenha vindo encontrar, encontrei.
é o que venho sentindo desde ontem do décimo terceiro andar de um edifício em jabaquara.
da janela vejo uma cidade acontecendo, lenta, de longe, saio nas ruas segurando um casaco que só tem função à noite. vejo ferreira gullar falar de seu espanto e da vanguarda nas artes plásticas.
saio feliz, mas contrariado também porque não era necessário que ele lesse seus poemas.
minhas amigas que lá foram comigo discordam. acharam o máximo e disseram que eu tenho trauma com essa coisa do autor ter que falar. disse que não. é uma posição estética. o autor não precisa re-dizer o que ele já disse. mas é o protocolo. se o autor é poeta e vai lançar um livro, ele tem que ler. nunca fui forçado a ler um poema meu, nunca vivi uma situação que me traumatizasse nesse sentido. mas defendo que há uma discronia entre o autor e seu texto. não há encontro, há esbarrão. o sabor e a graça está no leitor, só nele.
há alguma calma feliz em são paulo. uma sensação de lonjura, mas sem desespero. não há cachorros, vizinhos que tentam furar o teto com pisadas marciais, não há a tentativa de revanche de todo o incômodo causado. não há retratação. não há a sensação de que a vida é muito mais do que isso, senão isso, esse tudão.
viro o ano sem uma casa, reunindo forças para reerguer, para reestruturar.
nunca me senti tão forte na hora da virada.
mas o que quer que eu tenha vindo encontrar, encontrei.
é o que venho sentindo desde ontem do décimo terceiro andar de um edifício em jabaquara.
da janela vejo uma cidade acontecendo, lenta, de longe, saio nas ruas segurando um casaco que só tem função à noite. vejo ferreira gullar falar de seu espanto e da vanguarda nas artes plásticas.
saio feliz, mas contrariado também porque não era necessário que ele lesse seus poemas.
minhas amigas que lá foram comigo discordam. acharam o máximo e disseram que eu tenho trauma com essa coisa do autor ter que falar. disse que não. é uma posição estética. o autor não precisa re-dizer o que ele já disse. mas é o protocolo. se o autor é poeta e vai lançar um livro, ele tem que ler. nunca fui forçado a ler um poema meu, nunca vivi uma situação que me traumatizasse nesse sentido. mas defendo que há uma discronia entre o autor e seu texto. não há encontro, há esbarrão. o sabor e a graça está no leitor, só nele.
há alguma calma feliz em são paulo. uma sensação de lonjura, mas sem desespero. não há cachorros, vizinhos que tentam furar o teto com pisadas marciais, não há a tentativa de revanche de todo o incômodo causado. não há retratação. não há a sensação de que a vida é muito mais do que isso, senão isso, esse tudão.
viro o ano sem uma casa, reunindo forças para reerguer, para reestruturar.
nunca me senti tão forte na hora da virada.
terça-feira, 6 de novembro de 2012
Deixando de lado o meu mal-estar comigo mesmo, eu perguntei 'in box'como ela ia, ia bem.
-E você?
Primeiro escrevi e logo depois pensei, mas eu não estou bem, por que dizer 'tudo bem, 'estou ótimo', 'estou na correria, mas estou bem'?
Pensei, meu deus, quem iria querer qualquer coisa com um sujeito que não consegue extrair o melhor do pior, auto-ironizar-se, tirar sarro das próprias mazelas, não se levar tão à sério,e, principalmente, não ser minimamente'cool'? Eu ia dizer legal, mas 'cool' é mais legal.
-Estamos por aí, na luta, disse.
É um modo estranho de tentar ser sincero sem ferir qualquer tênue possibilidade de quebrar a barreira entre a sinceridade mais intuitiva e um mínimo senso de amor-próprio controlado.
Muitas vezes esperar resposta de um estranho, leia-se, de um alguém próximo, mas não tão próximo, só faz reafirmar o peso que pretendemos creditar a essa resposta. Os amigos nos respondem através de um jogo de espelhos, e isso turva a resposta.
Estamos falando daquelas pessoas que nos viram sofrer em algum momento e que sabem, todavia, o peso de uma palavra mal-colocada, de uma visão sobre o exato instante de nossas colocações.
O estranho goza de uma autonomia que o permite questionar certezas com a leveza de quem sabe que pode atirar sem ser visto, sem ser acertado também. Paradoxalmente, o estranho, esse não-tão-próximo, goza de uma reputabilidade praticamente incontestável.
-Você tem agido de forma estranha. Um comentário que vindo de um amigo certamente me enervaria, passa sem dificuldade quando dito por você.
-Eu preciso me livrar da internet. Escrevi, mas depois apaguei.
terça-feira, 30 de outubro de 2012
sábado, 15 de setembro de 2012
a rotina faz a gente esquecer. isso é fato.
mas, sabe quando você é invadido pelo cheiro da sua casa, do seu canto de trabalho. pode ser a mistura do cheiro de café com o perfume das pessoas, inclusive o seu, ou o cheiro dos livros com o ar ambiente e o poliflor da mesa lustrada, e, de repente, as coisas parecem as mesmas coisas de sempre, só que mais interessantes, pois, por um momento, parece que não são suas, mas são.
absolutamente nada mudou, mas tudo adquire uma outra feição.
mas, sabe quando você é invadido pelo cheiro da sua casa, do seu canto de trabalho. pode ser a mistura do cheiro de café com o perfume das pessoas, inclusive o seu, ou o cheiro dos livros com o ar ambiente e o poliflor da mesa lustrada, e, de repente, as coisas parecem as mesmas coisas de sempre, só que mais interessantes, pois, por um momento, parece que não são suas, mas são.
absolutamente nada mudou, mas tudo adquire uma outra feição.
terça-feira, 7 de agosto de 2012
ontem tive uma discussão acalorada, e boa, com uma amiga sobre esse hábito dos artistas (músicos, na verdade) atenderem ao seu público após o espetáculo, recebendo-o em seu camarim.
minha amiga defende a posição de que seria falta de respeito do artista com o seu público, que isso soa como arrogância e falta de trato com o mesmo.
eu concordei em parte com ela. mas discordo, e sustento ainda minha discordância, que o artista não deve se sentir obrigado a nada. se ele estiver confortável nessa posição, beleuza. se não, não faça.
a discussão esquentou por conta de nossas posições sobre essa relação do artista com seu público fora dos palcos. eu sustento que é um fetiche essa coisa de falar com o artista e que ele deve ter a liberdade de, de repente, não ter o hábito de receber pessoas no camarim. pra mim seria desrespeito se ele subisse ao palco e não desse um pingo de sua alma ali. mas fora do palco, ao artista, ao músico, não pode ser negado o direito de ser apenas mais um, o direito de não se sentir à vontade de receber uma pessoa no camarim. não vejo desrespeito nisso.
entendo que é legal pra caramba falar com o cara que você admira, sentir o 'feeling' dele após a apresentação, mas discordo a ela quanto à coisa de ser desrespeito não receber o público no camarim.
enfim, a questão é controversa. mas eu não curto ir falar com o artista no camarim. pra mim soa artificial e muitas vezes eu vou tomar uma atitude do artista naquele dia como sendo ele. 'fulano é assim...'. já não curto fazer isso nem com uma pessoa do meu lado, que dirá com um artista que admiro.
eu toparia sentar, tomar um café, tocar uma viola junto, caminhar e conversar, se não posso fazer isso, fico só com o som e sonhos.
soa distante e vazio?
pode ser, mas antes isso que proximo e artificial.
minha amiga defende a posição de que seria falta de respeito do artista com o seu público, que isso soa como arrogância e falta de trato com o mesmo.
eu concordei em parte com ela. mas discordo, e sustento ainda minha discordância, que o artista não deve se sentir obrigado a nada. se ele estiver confortável nessa posição, beleuza. se não, não faça.
a discussão esquentou por conta de nossas posições sobre essa relação do artista com seu público fora dos palcos. eu sustento que é um fetiche essa coisa de falar com o artista e que ele deve ter a liberdade de, de repente, não ter o hábito de receber pessoas no camarim. pra mim seria desrespeito se ele subisse ao palco e não desse um pingo de sua alma ali. mas fora do palco, ao artista, ao músico, não pode ser negado o direito de ser apenas mais um, o direito de não se sentir à vontade de receber uma pessoa no camarim. não vejo desrespeito nisso.
entendo que é legal pra caramba falar com o cara que você admira, sentir o 'feeling' dele após a apresentação, mas discordo a ela quanto à coisa de ser desrespeito não receber o público no camarim.
enfim, a questão é controversa. mas eu não curto ir falar com o artista no camarim. pra mim soa artificial e muitas vezes eu vou tomar uma atitude do artista naquele dia como sendo ele. 'fulano é assim...'. já não curto fazer isso nem com uma pessoa do meu lado, que dirá com um artista que admiro.
eu toparia sentar, tomar um café, tocar uma viola junto, caminhar e conversar, se não posso fazer isso, fico só com o som e sonhos.
soa distante e vazio?
pode ser, mas antes isso que proximo e artificial.
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